A energia solar no Brasil está apresentando resultados muito positivos. A tecnologia já é uma realidade altamente viável. A fonte solar é apontada como a forma de geração rentável, sustentável e moderna, mas muitas pessoas acabam perguntando, como funciona a energia solar?

Conheça neste artigo alguns dos mitos sobre a energia solar.

Um dos grandes incentivos para este boom da energia solar no país foi o sistema de compensação. Nele, o sistema fotovoltaico é conectado diretamente na rede da concessionária, não necessitando o uso de baterias e permitindo a redução do preço do sistema. Este modelo de geração de eletricidade é chamado de On Grid, ou seja, conectado à rede elétrica.

Saiba agora como funciona a energia solar fotovoltaica:

Como funciona a energia solar fotovoltaica? A  energia solar transforma a energia do sol em energia elétrica diretamente. Isso é possível graças ao efeito fotovoltaico que acontece no painel fotovoltaico.

As células dos painéis formam duas camadas carregadas, uma positiva e a outra negativamente. Ao incidir a radiação solar na superfície dos painéis, os elétrons da camada negativa migram até a positiva, e é essa movimentação que gera a corrente elétrica de um gerador de energia solar.

A energia solar fotovoltaica é modular, ou seja, os painéis são conectados uns aos outros. Portanto, o sistema pode se adaptar tanto a grandes configurações – por exemplo em indústrias –, quanto pequenas  – como em residências –, já que quanto mais painéis, maior a geração de eletricidade.

Dos painéis ao inversor solar: Caminho da corrente elétrica

O resultado do efeito fotovoltaico é a corrente elétrica. No entanto, essa corrente produzida não é condizente com a eletricidade que alimenta os nossos aparelhos elétricos e eletrônicos (lâmpadas, aparelhos domésticos, computadores e televisão, por exemplo).

Isso acontece porque a corrente elétrica que sai dos painéis é uma corrente contínua, de forma que, os elétrons se movimentam em um único sentido: da camada negativa para a positiva dos painéis. A grande característica dessa corrente é não possuir uma grande variação de tensão, ou seja, não percorrem longas distâncias. A corrente contínua é a corrente liberada pelas pilhas em um circuito pequeno, por exemplo, em um controle remoto.

Já a corrente que os aparelhos elétricos e eletrônicos estão preparados para receber é a corrente alternada. Essa corrente, ao contrário da contínua, percorre longas distância: ela sai das centrais elétricas onde a eletricidade é produzida (por exemplo, em hidrelétricas no interior do país) até a cidade.

Assim, para que a corrente contínua do gerador fotovoltaico se transforme em energia alternada, atendendo aos padrões dos nossos aparelhos, é necessário um inversor solar. Isto é, o inversor solar é responsável por transformar a corrente contínua em corrente alternada.

Energia solar agora é energia elétrica para ser usada!

Depois de ser produzida pelos painéis fotovoltaicos e ser transformada pelo inversor solar, é hora de distribuir essa eletricidade pelo imóvel através do quadro de luz, ou quadro de distribuição, o mesmo que todos os imóveis possuem.

Essa energia chega pela fiação elétrica e tomadas. Assim, todos os equipamentos que utilizam eletricidade serão alimentados, sem restrições. Parte dessa eletricidade gerada é empregada no próprio imóvel, nas atividades residenciais, comerciais ou industriais. Já o excesso é enviado para rede elétrica, gerando uma compensação.  Neste processo, o dono do gerador fotovoltaico atua “emprestando” sua eletricidade para a rede elétrica que, ao invés de receber em dinheiro pela energia produzida, recebe um crédito que será abatido da conta de luz. 

Este é o processo de compensação previsto pela Resolução Normativa 482.

Dúvida sobre a geração distribuída:

– Mas se eu estou produzindo energia por meio da fonte solar, por que ainda terei que pagar a conta de luz? Pela disponibilidade da rede elétrica é cobrada uma taxa mínima mensal. 

Contabilizando a energia que entra e sai do sistema

Após a distribuição da eletricidade pelo imóvel, é preciso medir a quantidade de eletricidade injetada na rede elétrica durante o dia, e a quantidade de eletricidade fornecida pela rede durante a noite. Para isso, o relógio de luz, ou medidor de energia elétrica, deve ser trocado por um relógio bidirecional.

É este novo equipamento que fornecerá as informações para que sejam contabilizados os créditos e a economia na conta de luz durante o mês.

Último passo: economia!

A conta dos créditos gerados é de 1:1. Ou seja, a cada 1 Kwh injetado pelo sistema na rede, ele gera o desconto de 1 Kwh de eletricidade consumido da rede. Caso a energia produzida ultrapasse a energia fornecida, o consumidor não perde este crédito, uma vez que ele tem validade de até 60 meses.

Mas estes créditos não precisam ser necessariamente abatidos nas contas do mesmo imóvel onde o gerador instalado. Uma outra opção para usar esse crédito excedente é abatendo de um outro imóvel.

Resolução Normativa 482 também permite que os créditos excedentes possam ser transferidos para outros imóveis registrados com CPFs ou CNPJs diferentes, desde que firmado em contrato e na mesma área de cobertura da distribuidora de energia.

Saiba neste artigo como calcular o custo da energia solar .

Após ler o artigo, a pergunta: Como funciona a energia solar?  Ficou bem mais simples de ser entender o funcionamento e também as maneiras de gerar economia, que estão se tornando cada vez mais vantajosas para o consumidor.

Aprendeu como funciona a energia solar fotovoltaica? Quer saber quanto sua empresa pode economizar por mês?