A energia solar em escolas públicas está se tornando cada vez mais comum no Brasil. Além das residências e empresas, as instituições de ensino também enxergam os benefícios que podem ser obtidos através da utilização da energia fotovoltaica.

O foco dessa iniciativa é a redução de custos com o consumo de energia elétrica e também a contribuição com a preservação do meio ambiente – fomentando a educação ambiental em crianças e adolescentes que têm o contato direto com um exemplo prático de sustentabilidade.

Além disso, o apoio governamental e de instituições como o Greenpeace contribuem com a implementação desses projetos de energia solar em escolas públicas brasileiras. Dessa forma, é possível viabilizar a instalação desses projetos – o que seria mais difícil apenas com o orçamento da escola.

Veremos neste artigo por que a energia solar em escolas públicas representa o começo de uma revolução. Confira conosco!

Energia solar em escolas públicas, uma forma de revolucionar a educação

Mais efetivo do que qualquer explicação teórica é demonstrar na prática, não é? O uso da energia solar em escolas públicas contribui para a educação ambiental de crianças e jovens – que podem experienciar como funciona a geração da energia solar e compreender a sua importância.

Ou seja, além de um ganho financeiro, também existem benefícios pedagógicos. A consciência em relação ao meio ambiente precisa ser despertada desde cedo, não apenas em relação à geração de energia, mas nos pequenos atos do dia a dia – como não jogar lixo no chão ou evitar o desperdício de água, por exemplo.

Greenpeace contribuiu para levar a energia solar para escolas públicas

O Greenpeace é uma organização não governamental que atua na defesa do meio ambiente em diversos países do mundo. Entre as suas contribuições no território brasileiro está o incentivo à ampliação do uso de energia solar no Brasil, apostando em fortes campanhas.

Para isso, a organização foca em negociações políticas, buscando viabilizar projetos que destinam orçamento para que os municípios tenham condições de instalar sistemas de energia solar em escolas públicas. Os primeiros resultados já podem ser notados em algumas escolas espalhadas pelo território nacional que contam com a geração energia fotovoltaica.

Governo começa a investir em energia solar em Escolas Públicas

O trabalho executado pelo Greenpeace visa incentivar o governo a investir em energia solar em escolas públicas. As notícias em relação ao assunto são otimistas: no ano de 2017, foi destinado um orçamento de R$2,6 milhões para projetos de energia solar em escolas públicas municipais de alguns estados brasileiros.

Esse é um projeto que atende cerca de 40 escolas e iniciou a instalação de sistemas de energia solar no segundo semestre de 2017 – com instalações que custam entre R$65 mil e R$70 mil. Esse recurso é administrado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que repassa aos municípios indicados a sua parte da verba.

O projeto de geração de energia solar em escolas públicas inclui as seguintes cidades: Belém-PA (R$1,2 milhão), Rio de Janeiro-RJ (R$250 mil) e São Matheus-ES (R$180 mil). Além dessas, os estados do Piauí e Goiás também receberam um orçamento de R$ 500 mil cada para alocar em seus municípios.

O exemplo da Escola Professor Milton de Magalhães

Um ótimo exemplo de energia solar em escolas públicas é a Escola Professor Milton de Magalhães, localizada em Uberlândia – MG. Através de um financiamento coletivo organizado pelo Greenpeace, foram instalados 48 módulos fotovoltaicos em abril de 2015 e os resultados foram ótimos: uma redução de 75% na conta de luz (caindo de R$1.300,00 para R$300,00 ao mês).

Isso permitiu que a escola investisse o dinheiro economizado em outras atividades para os alunos. Além disso, os professores aproveitam a energia solar como instrumento de ensino em diversas disciplinas – aprendendo a calcular o consumo de energia na aula de matemática ou descobrindo a alta incidência de sol na região na aula de geografia.

A energia solar também se desenvolve nas escolas estaduais do Rio Grande do Sul

O estado do Rio Grande do Sul também já começou a dar os seus primeiros passos para a implementação da energia solar em escolas públicas. Em 2016, foi inaugurado o primeiro sistema de energia fotovoltaica em uma instituição escolar do estado: na Escola de Ensino Médio José Luchese, localizada em Lagoa Bonita.

Foram instalados 25 painéis solares de 315 Watts cada um, com capacidade de geração média de 945 kWh/mês – que consegue suprir 80% da necessidade da escola. Com o dinheiro economizado foram adotadas oficinas do Programa Alcançando a Redução do Trabalho Infantil pelo suporte à Educação (ARISE).

Mais recentemente, as escolas Débora Thomé Sayão e Eliézer de Carvalho Rios, localizadas no município de Rio Grande, também inauguraram sistemas de energia solar. Segundo as estimativas, em 12 meses a energia produzida conseguirá suprir toda a necessidade das escolas.

Por que levar a energia solar para as escolas?

A energia solar em escolas públicas oferece diversos benefícios para o meio ambiente, a estrutura das escolas e também para os alunos. Conforme vimos ao longo do artigo, o dinheiro economizado pode ser utilizado para melhorar a qualidade do ensino dos estudantes.

Essa deve ser uma forte tendência para os próximos anos. Com uma fonte de energia renovável e benéfica economicamente, não existem motivos para que as escolas públicas não busquem essa alternativa.

Energia solar em escolas públicas: uma ótima tendência

A energia solar pode ser o pontapé inicial para colocar em prática o discurso de sustentabilidade e de educação ambiental. Além disso, a economia gerada com a adoção de um sistema resulta em uma vantagem econômica e reflete na qualidade do ensino.

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